Sem jeito.
Debaixo d'água. Com água turva. Apavorado com o monstro que você não enxerga no mar, que é primo em primeiro grau do monstro que mora embaixo da cama. Que existe. E precisa ser vencido.
Foi assim que eu tive que fazer o meu primeiro Lais de Guia pra valer.
No meu batismo de mar durante o curso básico de mergulho. Na Urca.
O Lais de Guia tem isso. Você aprende, ou acha que aprendeu, e na hora da situação, ele não aparece.
Em algum momento, de maneira que eu não seria capaz de repetir a época, eu acertei o nó. Depois de algumas tentativas. Isso debaixo d'água. Cheio de adrenalina por tudo e tudo em volta de tudo. Sem enxergar nada, ou tanto quanto uma sopa de ervilha permitiria. Uma sopa rala de ervilha, pra ser exato.
Isso foi em fevereiro de 1994.
Em 12 de Janeiro de 2025 eu aprendi de fato o Lais de Guia. Velejando pela segunda vez. Ou melhor, aprendendo a montar um dingue antes de velejar pela segunda vez. Na Marina da Glória.
Muito legal!
Não importa o que seja. Quanto tempo leve. A utilidade. A idade. Perceber que você aprendeu algo de fato, é sensacional. Ainda mais a dar um nó necessário!
A Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro é incrível também. Há bastante tempo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário